domingo, 17 de abril de 2011

Guia Sentimental de Pirenópolis



Seguindo a mesma ideia do Guia Afetivo da Cidade de Goiás, o arquiteto, artista plástico e escritor Elder Rocha Lima, acaba de lançar o Guia Sentimental da cidade de Pirenópolis, com importantes informações históricas, referências a escritores, artistas nascidos ou mesmo residentes na cidade, histórico dos principais edifícios e referências a festas e museus existentes no município. As ilustrações a bico-de-pena são todas feitas pelo autor e as fotos são de seu filho Marcelo Feijó.

De acordo com o autor, na introdução do livro, "Para construir essa Meia-Ponte ou a Vila Boa de Goiás não foram convocados artistas, arquitetos, urbanistas e outras figuras importantes (e, às vezes arrogantes), para planejas, desenhar e definir esses espaços construídos. Ao contrário, foi o povo que fez a Cidade sem planejadores e sem máquinas e com poucos instrumentos", numa visão clara e definitiva do que foi o surgimento de cidades e de uma arquitetura própria no interior da Capitania de Goyaz.

domingo, 2 de janeiro de 2011

patrimônio histórico XXVII


Estação Ferroviária de Vianópolis

Implantada no município de Silvânia, a estação de Vianópolis provocou de imediato o surgimento, como várias outras estações construídas à época, de um pequeno comércio que logo se transformou em arraial, só emancipado em 1948. Representa, juntamente com a estação de Ponte Funda, no mesmo município, o conjunto que melhor se destaca pela elaboração e riqueza de detalhes construtivos, revelando grande atenção de seus construtores. Vale ressaltar que a estação de Vianópolis só foi superada, em qualidade de projeto, pela estação de Goiânia, inaugurada em 1952.
Viveu seu período de maior efervescência por ocasião da construção de Brasília. Em decorrência de sua localização, era um dos pontos onde se depositava o material construtivo, que, vindo pela via férrea, era posteriormente levado por caminhões até a nova capital, já que os trilhos não chegavam lá.
É praticamente a estação que apresenta maior área de entorno, possibilitando um melhor aproveitamento de urbanização e paisagismo como forma de valorização do edifício da estação, tombado como patrimônio histórico municipal. Galpões e casas de funcionários podem ainda ser ali encontrados, o que proporciona uma ambiência própria dos momentos em que a linha férrea era a principal fonte de renda, informação e centro de atenção dos moradores do local.

O corpo do edifício apresenta pequenas proporções e número reduzido de compartimentos, contrapondo-se à extensa plataforma, o que revela o intenso uso de outrora.
Situado em local privilegiado, o edifício destaca-se por promover uma ampla visualização do núcleo urbano, além de poder ser visto por todos os que passam pela cidade, já que se encontra às margens da principal via de comunicação entre Brasília e Caldas Novas. A proteção desse monumento é feita

na esfera municipal:
pela Lei 011/88, de 03 de junho de 2001.

sábado, 1 de janeiro de 2011

novo Teatro Goiânia

Nos últimos dias de dezembro de 2010, há poucos momentos da transferência do governo do estado, foi entregue ao público o Teatro Goiânia, em seção de gala, após meses em que esteve em processo de restauro, obra que foi apresentada aqui, na Casa Abalcoada.
Mas, como já era de se esperar, mais uma vez o governo entrega obras na área da cultura, por terminar. De acordo com o arquiteto da AGEPEL, encarregado das obras de restauro do teatro, em entrevista a um jornal local, após a re-inauguração, retornam as obras que só serão concluídas dentro de um prazo de pelo menos quarenta dias.
E um Feliz 2011 para todos, com obras concluídas ou não.

domingo, 14 de novembro de 2010

outra poesia

quando desço
do alto dos meus sonhos
e toco
de leve
o chão
da minha existência
é que percebo
a distância que guardam
os olhos
entre o vivido
y o esperado
entre o previsto
y o apenas pensado.

Vivido e pensado –Gustavo Neiva Coelho
Desenho: – Roos de Oliveira

sábado, 13 de novembro de 2010

arquitetura rural de Goiás XIII

fazenda Taquaral, na região do rio Corumbá

Construção de ampla volumetria, a sede da fazenda Taquaral apresenta já algumas alterações, tanto no que se refere ao programa tradicional próprio a esse tipo de edificação, quanto aos materiais e técnicas construtivas empregadas. O conjunto edificado faz parte de uma tradição, onde estão presentes, o paiol associado ao abrigo para o carro de bois, um pequeno engenho com dimensões que denunciam uma preocupação maior com a produção caseira que a de escala e o infalível curral estabelecido à frente da edificação.
Elemento que pôde ser observado em praticamente todas as sedes de fazenda dessa região, é o fato de a residência se abrir diretamente para dentro do curral, não havendo, como em outras regiões do estado, um pequeno cercado de proteção, onde, geralmente é estabelecido um pequeno jardim.

vista dos fundos da sede, mostrando as janelas da despensa

O descuido com a propriedade é tal, que não existe sequer um caminho definido de acesso ao edifício, ligando-o à estrada que passa a cerca de cem metros da porteira do curral.
Nesse caso, tanto a técnica construtiva quanto os materiais utilizados já apresentam alterações, podendo ser encontrados nas paredes tanto o adobe quanto o tijolo queimado, a telha francesa em substituição à tradicional capa-e-bica, e o piso em cimento queimado, em toda a edificação, provavelmente substituindo o tradicional piso de tabuado corrido. No entanto, tanto a estrutura em madeira e o pontalete fazendo a sustentação do telhado, permanecem inalterados.

Organização interna

O que diferencia a organização interna desse edifício dos demais analisados, tanto na margem direita quanto esquerda do rio Corumbá, está mais condicionado às suas dimensões do que a qualquer outra determinante.
O acesso é feito diretamente à sala de visitas, que apresenta além da porta principal, outra, voltada para a fachada lateral direita, sem sentido prático, já que desse lado, em decorrência do desnível do terreno, fica difícil a comunicação com o restante das áreas de trabalho. E, mesmo assim, a proximidade com a porta principal praticamente inviabiliza o uso desta.

escada com degraus triangulares, atendendo às portas da varanda e cozinha

Situado em posição central em relação à planta e à fachada, encontra-se o quarto de hóspedes, que no geral é sempre localizado em um dos extremos da edificação. Em faixa imediatamente posterior, encontra-se a varanda, para onde se abrem a sala e mais três quartos, sendo um localizado na faixa frontal e os outros dois em posição lateral. Se comparado ao programa das demais edificações, um dos quartos aqui detalhados poderia ser entendido como uma divisão da varanda, já que, na outra extremidade, com dimensões menores, está o quarto de costuras, ou o que deveria ser entendido como tal.

estrutura de cobertura da cozinha, mostrando o pontalete e telhas francesas

Sem apresentar desnível, da varanda passa-se à cozinha, de amplas dimensões e, a seguir se encontra a despensa que, pela largura da edificação, pôde ser dividida em duas, com acessos independentes, abrindo-se diretamente para a cozinha.
Para o quintal, duas são as aberturas de acesso, sendo uma pela cozinha e outra pela varanda. Em decorrência do desnível do terreno, uma escada com cinco degraus de forma, dimensões e alturas diferentes, serve às duas portas que se abrem por essr lado da edificação.

domingo, 7 de novembro de 2010

mais um lançamento

Aconteceu no último dia 03, na Livraria Saraiva do Shopping Flamboyant, o lançamento do livro Paisagem com Cavalos, romance de estreia de Halley Margon Jr., publicado pela Editora 7 letras.
Nascido em Catalão-GO e residindo no Rio de Janeiro desde 1989, Halley está lançando seu primeiro romance, que recebeu em 2009, menção honrosa do Prêmio SESC de Literatura, um dos mais importantes prêmios literários brasileiros.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

patrimônio em reparo II


Teatro Goiânia

Uma das mais tradicionais casas de espetáculos de Goiânia – se não a mais importante –, passa no momento por um amplo processo de restauro. Atenção que há muito não recebia.
Principal exemplo da arquitetura déco na cidade, o edifício do antigo Cine-Teatro Goiânia, projetado por Jorge Félix e José Neddermeyer na década de 1940, passa atualmente por uma série de intervenções visando recuperar elementos e espaços perdidos em obras anteriores além de melhorar e modernizar outras, que, concluídas, melhorarão em muito seu espaço interno e equipamento de apoio com novas instalações de ar condicionado, iluminação e equipamento de som, como também a implantação de um novo projeto de condicionamento acústico.

obra de recuperação do fosso da orquestra

Um dos elementos em fase de recuperação é o fosso da orquestra, eliminado em uma das intervenções anteriores. Infiltrações, desgaste na pintura externa e no revestimento interno, calçamento externo degradado, são outros elementos que ocuparam a atenção dos responsáveis pela restauração.

problemas de infiltração nas paredes externas

situação do calçamento externo

plateia superior em obras

Tombado nas esferas municipal, estadual e federal, o edifício do Teatro Goiânia, propriedade do poder público estadual, tem como responsável pela obra, a Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico – AGEPEL.

estudo de cores para a pintura externa

recuperação da ferragem artística no corre-mão

e na bilheteria