
COLÔNIAS ESCOLARES EM SÃO PAULO
Em 1933, o governo do estado de São Paulo, incentivado pelo processo desenvolvido em países como Alemanha e Itália, abriu concurso público para seleção de ante-projeto para construção de colônias de férias, determinando três tipos diferenciados de implantação, sendo o primeiro tipo destinado a meia altitude, o segundo para o campo e o terceiro para beira mar.
Em 1933, o governo do estado de São Paulo, incentivado pelo processo desenvolvido em países como Alemanha e Itália, abriu concurso público para seleção de ante-projeto para construção de colônias de férias, determinando três tipos diferenciados de implantação, sendo o primeiro tipo destinado a meia altitude, o segundo para o campo e o terceiro para beira mar.


Concorrendo na categoria meia altitude, com o pseudônimo de “Arco-Iris”, Neddermeyer conseguiu classificar-se em primeiro lugar, sendo a comissão julgadora composta por Mauro Álvaro – chefe da Engenharia Sanitária –, Prestes Maia e Alexandre de Albuquerque – professores da Escola Politécnica –, Almeida Junior – chefe da Educação Sanitária – e Figueira de Mello, sendo este último o diretor da Inspetoria de Saúde do estado.
Comentando o resultado do concurso, o jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO, de 22 de julho de 1933 diz que na exposição realizada com os projetos concorrentes,
notamos o de pseudonymo Arco-Iris, pelo seu cuidadoso estudo, em dar a estas Colônias amplas accomodações ventiladas, isoladas e grande Parque-recreio.
O projecto é de autoria do conhecido architecto José Neddermeyer, que já se tem distinguido em trabalhos de grande valor.
Foi de sua autoria o projecto e construcção da Escola Soares Pereira no Rio. Obteve um dos primeiros logares no concurso da Embaixada da Argentina. Projectou e construiu o edifício da Sociedade Bíblica Americana na Esplanada do Castello.
Atendendo a um programa extremamente amplo, o projeto deveria contemplar espaço para administração, assistências médica e odontológica, farmácia, enfermarias, alojamentos tanto para as crianças quanto para as educadoras e pessoal de saúde, refeitório, cozinha, depósitos, cinema e salas para reuniões e encontros, não só para as educadoras em particular, como também para atividades em conjunto com as crianças..
Um segundo agrupamento de atividades deveria contemplar alojamento para funcionários, lavanderia, mecânica e abrigo para carros. Na área de atividades físicas, espaço para piscinas, recreio coberto e descoberto, com aparelhos para diversões, separados para uso de meninos e meninas, devendo a idade dos mesmos variar entre 7 e 12 anos.

Na seqüência, encontram-se, de um lado, o refeitório com cozinha e demais dependências, e do outro o cinema e os serviços de lavanderia. Na parte posterior, as atividades de recreação, ginásio e piscinas.
A planta do conjunto se estabelece de forma clássica com um preciosismo de equilíbrio, em perfeita consonância com a organização e distribuição de volumes e aberturas da fachada.
Nos arquivos particulares de Neddermeyer podem ser encontradas várias cartas, datadas dos dias imediatamente após a divulgação do resultado do concurso, sendo a mais entusiástica, a de Christiano Stockler das Neves, à época, na coordenação do Departamento de Arquitetura da Escola de Engenharia Mackenzie, parabenizando o antigo companheiro em nome dos demais professores daquela instituição.
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