
Perdemos o sentido do monumental, do pesado do estático, enriquecemos a nossa sensibilidade com o gosto pelo leve, pelo prático, pelo efêmero, pelo veloz. Sentimos que não somos mais os homens das catedrais, dos palácios e dos púlpitos; mas dos grandes hotéis, das estações ferroviárias, das imensas estradas, das portas colossais, dos mercados abertos, das galerias luminosas, das auto-estradas, das demolições saudáveis. (Bernardini, 1980, p. 157)
Com considerável antecedência, expunham-se as preocupações que passariam a comandar os conceitos arquitetônicos das décadas seguintes: a velocidade expressa pela auto-estrada e pela ferrovia, a luminosidade dos mercados abertos e galerias luminosas, a leveza, a praticidade e o efêmero como oposição ao academicismo da arquitetura européia em geral, além das críticas feitas ao art nouveau, por seus excessos decorativos, mesmo sendo esse a base e o caminho aberto para toda a modernidade que o futurismo pregava. E, é bom não esquecer que o Futurismo se constituiu no primeiro movimento de vanguarda a imprimir em todos os aspectos da arte e da arquitetura, uma visão ampla de modernidade, sendo uma das principais bases de apoio ao desenvolvimento do Art Déco.
Um dos desenhos mais conhecidos de Sant’Elia, que ilustra o Manifesto Futurista, apresentando os elementos que caracterizam seu conceito de uma nova cidade.
Um dos edifícios que ilustram a idéia de Cidade Nova, de Sant’Elia
Edifício monumental, também relativo à Cidade Nova
Projeto de um quiosque, onde ainda aparecem resquícios de elementos Nouveau.
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