detalhe do piso em ladrilho hidráulico
Ainda no início de sua instalação, seus administradores adquiriram uma considerável quantidade de obras, sendo algumas delas extremamente raras, publicadas nos séculos XVI e XVII, podendo se mencionar um exemplar de Os Lusíadas, que pertenceu à Companhia de Jesus de Setúbal; as Ordenações de D. Manuel, de Jacob Cromberger, editadas em 1521, e os Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram, de 1539. Para se ter uma idéia do crescimento do acervo bibliográfico basta mencionar que em 1872 a biblioteca já possuía 20.471 obras (ou 44.917 volumes). Com isso houve uma considerável ampliação da biblioteca, o que obrigou a administração a, por várias vezes, mudar a sede de endereço. Em 1880, no tricentenário da morte de Camões foi iniciada a construção de uma sede própria em um terreno adquirido para esse fim, na rua da Lampadosa, atual rua Luis de Camões.
Para o projeto foi contratado o arquiteto português Rafael da Silva Castro, que utilizou um traço neomanuelino, evocando a tradição portuguesa e a epopéia camoniana.Construído em pedra de lioz e tendo em sua fachada as estátuas de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, do Infante D. Henrique e de Luís de Camões, o edifício, foi inaugurado em 10 de Setembro de 1887, contando para tanto com a presença da Princesa Isabel e de seu parido, o Conde D’Eu. O arquiteto Frederico José Branco cuidou da administração da obra, ficando as pinturas e decoração em relevo, sob a responsabilidade do artista Frederico Steckel.
A 22 de dezembro do ano seguinte, foi instalada a biblioteca que, em 1900 transforma-se em biblioteca pública.O seu acervo, composto de cerca de 350.000 volumes, encontra-se inteiramente informatizado.
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