terça-feira, 21 de julho de 2009

patrimônio degradado I

Igreja Ortodoxa de Ipameri

A Igreja Ortodoxa em Goiás, teve ao longo do tempo, três importantes centros de divulgação, todos eles relacionados à mobilidade da população, principalmente a de origem síria, ao longo da ferrovia, sendo o primeiro deles na cidade de Ipameri, o segundo em Anápolis e o terceiro na nova capital, Goiânia.

detalhe da fachada

Em Anápolis e Goiânia, a estrutura religiosa ainda se mantém organizada, o que não acontece mais com Ipameri, onde, por questões locais, o grupo de fieis dispersou-se e o edifício dedicado aos ofícios foi abandonado, encontrando-se hoje em ruínas.

dois momentos de destruição do mesmo espaço

Como elemento de fundamental importância para a organização e congregação religiosa de parte de um segmento da população que muito contribuiu para o desenvolvimento econômico da cidade, alguma coisa deveria ter sido feita, no sentido de se tentar preservar a integridade daquele edifício.

intervenção infantil no muro em frente ao edifício

Possuidora de um rico acervo arquitetônico representativo das décadas iniciais do século XX, quando grande número de migrantes veio aí se estabelecer, acompanhando o avanço dos trilhos da Estrada de Ferro Goyaz, a cidade de Ipameri tem percebido a destruição desse acervo, com a demolição de edifícios residenciais, comerciais e religiosos de grande valor histórico e estético, sendo, na maioria das vezes, substituídos por outros de gosto totalmente duvidoso.

projeto elaborado para a construção, sem data e com o nome do autor ilegível

Em situação praticamente irrecuperável, o edifício da Igreja Ortodoxa de Ipameri, cujo projeto original faz parte do acervo do Instituto Simão Edreira, demonstra o descaso geral com que, de maneira ampla, em nosso país, população e poder público encaram a preservação e defesa do patrimônio cultural, principalmente o edificado.

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