quinta-feira, 30 de julho de 2009

povoados documentados


Três pequenos núcleos faziam parte do município de Ipameri, no decorrer da década de 1930, época de grande desenvolvimento econômico daquela cidade, em decorrência da industrialização ocorrida com o incentivo da ferrovia.
No ano de 1938, esses três núcleos foram levantados e desenhados, apresentando a demarcação dos seus limites, arruamento e indicação do espaço edificado.

O primeiro desses levantamentos, documentando o distrito de Urutai, surgido a partir da construção de uma estação da Estrada de Ferro Goiás, apresenta, como as demais, planta em tabuleiro, com ruas retas, formando quadras regulares e uma ampla praça central, onde se encontra edificada a igreja local. A estação ferroviária e o leito da ferrovia aparecem também com destaque.

O segundo distrito documentado é a Vila de Campo Alegre, bem menor do que Urutai, mas também com desenho regular, apresenta indicação das estradas de rodagem para Catalão e para Formosa, além da direção e distância em relação ao porto do Pacheco, local de travessia regular no rio São Marcos, em direção a Minas Gerais.


O terceiro desenho representa a Vila do Cavalheiro, próximo ao rio Corumbá, onde existiu um porto de travessia com o mesmo nome desse distrito. Nesse levantamento é apresentada uma indicação da estrada de ligação entre as cidades de Ipameri e Formosa, mostrando a variante que, atravessando a vila, vai em direção ao porto, localizado a quatro quilômetros e meio do núcleo.
Tanto Campo Alegre quanto Cavalheiro demonstram certa cortesia ao nomear os demais núcleos em suas ruas. Em Campo Alegre aparecem as ruas Cavalheiro, Urutai e Ipameri. Em Cavalheiro, as homenagens se apresentam com as ruas Ipameri, Campo Alegre, Urutai, Formosa e Corumbá, por sinal, esta última, a saída em direção ao porto do Cavalheiro, na travessia do rio Corumbá.
Urutai e Campo Alegre conseguiram, no decorrer do século XX, um desenvolvimento tal que hoje são cidades sedes de municípios. Cavalheiro, ao contrário, pelo seu isolamento e pelo desaparecimento do seu porto como opção de travessia do Corumbá, mantém-se como distrito chegando mesmo a quase desaparecer.
Esses trabalhos, realizados por Frederico Schmaltz Junior fazem parte do acervo do Instituto Simão Edreira, da cidade de Ipameri.

2 comentários:

  1. é isso aó fera..amei ler tudo..o site ta lindo...e o que eu puder contribuir diz aí...a espanha tambem está no seu blog...beijo grande barba...semana que vem to ai no brazuca...

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  2. Oi...
    Gostaria de saber quem é o autor dos mapas. Por acaso vc sabe me dizer? E quem é o responsável pelo Instituto Simão Edreira em Ipameri?

    Apesar de morar fora a 4 anos sempre estou por lá, mas ainda não tenho conhecimento desse Instituto.

    Desde já obrigado

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