
Tendo como autor o arquiteto Attílio Corrêa Lima, o Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, teve sua construção iniciada tão logo seus projetos foram aprovados pelo governo do estado. Foi a princípio denominado Palácio do Governo, posteriormente foi cogitado o nome de Casa Verde e, finalmente, Palácio das Esmeraldas, por decisão do próprio governador.

Fechando a parte sul da Praça Cívica, o Palácio não é um edifício isolado: faz parte de um conjunto, cujo projeto inclui os edifícios das secretarias da Fazenda e Justiça, unidos a ele através de uma ampla varanda.
Na composição geral da praça, era originalmente o único edifício com três pavimentos, estando todos os demais nivelados em dois. Isso faz com que seja visto como o marco de referência do conjunto, como o elemento de equilíbrio – uma característica fundamental do art déco.
Na composição geral da praça, era originalmente o único edifício com três pavimentos, estando todos os demais nivelados em dois. Isso faz com que seja visto como o marco de referência do conjunto, como o elemento de equilíbrio – uma característica fundamental do art déco.

Ao longo do tempo passou por várias reformas e modificações, sendo a primeira ainda no governo de Pedro Ludovico, em 1933. As maiores alterações foram promovidas nos anos de 1965, 1966, 1973, 1975 e 1979. Em 1993, já tombado, passou por novas obras, sendo desta vez acompanhadas por técnicos do Patrimônio Histórico Estadual e da Companhia de Obras do Estado.

Na fase inicial da cidade, foi construído com o maior requinte, tendo sido ali utilizado materiais como: mármore branco e mármore vermelho, granito verde, lambris de jacarandá; vidro jateado. Os vitrais, é bom lembrar, foram encomendados no exterior.

O palácio representa um momento de inovação em todos os sentidos, para a história do desenvolvimento da arquitetura em Goiás. A utilização do concreto em sua estrutura, o emprego de grandes espaços envidraçados e a substituição do telhado de algumas áreas por terraço são recursos nunca vistos anteriormente em Goiás, em nenhum outro tipo de edificação.
Em seus três pavimentos distribuem-se atividades distintas entre as quais se destacam a residência oficial do governador, os gabinetes, os salões de festas e de recepção, além de uma sala particular de cinema.
Em seus três pavimentos distribuem-se atividades distintas entre as quais se destacam a residência oficial do governador, os gabinetes, os salões de festas e de recepção, além de uma sala particular de cinema.

Apesar das reformas sofridas ao longo do tempo, manteve inalteradas sua estrutura e sua organização interna básica, definidas no projeto original. A proteção desse monumento é feita
na esfera federal:
através do Processo 1.500 – T – 02
na esfera estadual:
é protegido pela Lei nº 8.915, de 13 de outubro de 1980.
e pelo Decreto n° 4.943, de 31 de agosto de 1998
na esfera municipal:
é protegido pela Lei n° 6.962, de 21 de maio de 1991
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