
Coreto em Ipameri
Fundada nas décadas iniciais do século XIX, a cidade de Ipameri, antiga Vaivém ou Entre Rios, teve sua economia sempre baseada na atividade agropecuária, não só de produção, mas também de processamento, com grande número de charqueadas e curtumes implantados em seu município, mantendo até mesmo uma certa tradição de exportação dos produtos ali elaborados.
Recebeu grande impulso com a implantação dos trilhos da estrada de ferro, sendo a cidade que mais se desenvolveu com a chegada da ferrovia ao estado de Goiás.
Ipameri foi, nas primeiras décadas do século XX, um dos principais pólos econômicos e culturais do estado, com vários jornais, dois cinemas funcionando simultaneamente, além de bibliotecas e grupos de promoção cultural.
Recebeu grande impulso com a implantação dos trilhos da estrada de ferro, sendo a cidade que mais se desenvolveu com a chegada da ferrovia ao estado de Goiás.
Ipameri foi, nas primeiras décadas do século XX, um dos principais pólos econômicos e culturais do estado, com vários jornais, dois cinemas funcionando simultaneamente, além de bibliotecas e grupos de promoção cultural.

Erguido no centro da principal praça da cidade de Ipameri, próximo ao cinema e a outros edifícios de igual importância, o coreto foi construído seguindo as características do modelo eclético de arquitetura que se propagou pelo interior do estado de Goiás nas primeiras décadas do século XX.

Elemento indispensável em toda praça de cidade do interior, o coreto se apresenta geralmente em dois pavimentos: no pavimento inferior é instalado, na maioria das vezes, um bar ou mesmo sanitários públicos; a parte superior, toda aberta, é utilizada unicamente para apresentações de bandas ou mesmo corais.

solenidade pública no coreto em 1939
Esse tipo de construção foi, durante as décadas finais do século XIX e a primeira metade do XX, um dos principais pontos de convergência das atividades culturais das cidades do interior em todo o país, chegando, em algumas localidades, a haver disputas entre bandas e corais, para se apresentarem ao público naquele que era o mais popular dos espaços públicos de divulgação cultural das cidades.
O coreto de Ipameri, construído em alvenaria e concreto, apresenta uma planta hexagonal e um requintado conjunto de elementos decorativos em alto e baixo relevo, que o qualificam como um dos mais bem-elaborados do estado. Apresenta como cobertura, uma laje plana, em oposição aos modelos encontrados anteriormente, construídos em metal ou madeira, com reproduções de cúpulas, ou a imitação de quiosques europeus, que não deixam também de ter sua graça e relevância.
O coreto de Ipameri, construído em alvenaria e concreto, apresenta uma planta hexagonal e um requintado conjunto de elementos decorativos em alto e baixo relevo, que o qualificam como um dos mais bem-elaborados do estado. Apresenta como cobertura, uma laje plana, em oposição aos modelos encontrados anteriormente, construídos em metal ou madeira, com reproduções de cúpulas, ou a imitação de quiosques europeus, que não deixam também de ter sua graça e relevância.

Com o desaparecimento das bandas e corais populares como atividade de interesse de divulgação cultural, os coretos perderam seu sentido de originalidade. Em alguns locais são utilizados para outros fins, como bar ou mesmo como mirante; em outros são simplesmente demolidos para dar lugar a novos tipos de aproveitamento do espaço.
Em Ipameri, o coreto é utilizado atualmente apenas em sua parte inferior, onde foram instalados sanitários para uso público; a parte superior é ocupada como depósito de equipamentos da prefeitura, para a manutenção da praça. A proteção desse monumento é feita
na esfera municipal:
pela Lei 516, de 10 de dezembro de 1991
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